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Esperamos que este espaço seja de benção para sua vida. Através deste espaço estaremos mais conectadas.

Será um lugar onde compartilharemos experiências de vida e onde poderemos receber seus pedidos de oração.

Deus abençoe sua vida!

Em Cristo,

Irmã Judite Alves

Estudo bíblico devocional

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria

Estamos começando mais um ano, pela graça de Deus. É momento oportuno para estabelecermos, ou, pelo menos, reafirmarmos os princípios sob os quais conduziremos nossa vida, nossas decisões, nossas ações no decorrer dos próximos dias. Todos queremos acertar, alcançar bons objetivos, conquistar algum desenvolvimento em áreas específicas de nossa existência. Para tanto, precisamos de sabedoria. Mas, como podemos alcançá-la? Vejamos o que nos diz Provérbios 1.1-5:

Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência; para se instruir em sábio procedimento, em retidão, justiça e equidade; para dar aos simples prudência e aos jovens conhecimento e bom siso” (Almeida Edição Contemporânea Revisada).

O trecho lido apresenta de forma clara e objetiva o propósito do livro de Provérbios, escrito pelo rei Salomão, filho de Davi, que é ajudar a adquirir e a aplicar a sabedoria de Deus às nossas decisões e atividades da vida cotidiana. O livro de Provérbios faz parte do que os estudiosos classificam como “literatura sapiencial” do Antigo Testamento, que inclui também os livros de Jó e de Eclesiastes. Nestes livros são abordadas as questões mais difíceis da vida, a partir da ótica divina. Neles se contemplam assuntos como a existência humana, a família, a infância, a juventude, a pureza sexual, a fidelidade conjugal, a honestidade, o trabalho diligente, a generosidade e a justiça.

Em Provérbios encontram-se sérias advertências quanto às más escolhas, à influência das amizades, os problemas causados pelo mau uso da língua, a imprudência, a imoralidade, a falsidade, a preguiça, enfim, todas as consequências negativas que decorrem do pecado, da desobediência aos princípios estabelecidos por Deus para o bem viver.

Um dos pontos cruciais em relação à sabedoria divina é que ela não está vinculada primeiramente à inteligência ou a grandes conhecimentos, mas sim depende diretamente do temor ao Senhor (Pv 1.7):

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução”.

A verdadeira sabedoria da parte de Deus não tem nada a ver com o coeficiente intelectual ou do nível de instrução de uma pessoa, pois é uma questão de entendimento moral e espiritual. Diz respeito a viver e pensar em conformidade com a verdade de Deus, com seus caminhos e seus desígnios.

Temer ao Senhor quer dizer considerar a vida do ponto de vista de Deus, crendo que o que Ele diz é verdade e que seus princípios apontam para a melhor forma de se viver. E o caminho para se conhecer sua vontade, suas orientações para nossa vida encontram-se em sua Palavra (Pv 3.1-3):

“Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz. Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as nas tábuas do teu coração”.

Você quer saber a receita para ter uma vida abençoada, para desfrutar de paz e segurança ao longo deste novo ano, sem medo do mal? Ame sinceramente ao Senhor, leia e medite em sua Palavra e esforce-se para segui-la (Pv 1.33):

“Mas o que me der ouvidos habitará seguramente e estará descansado do temor do mal”.

Que o Senhor possa guiar sua vida hoje e sempre.

A ESCOLHA DE DEUS POR NÓS É A DECLARAÇÃO DO SEU AMOR!

 Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome. Este é o meu mandamento: amem-se uns aos outros. Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes me odiou. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso, o mundo os odeia.” 

João 15.16-19

   As palavras que acabamos de ler foram ditas pelo Senhor Jesus aos seus discípulos, pouco antes de ser preso e levado à morte. Ele havia anunciado a iminência destes acontecimentos e deu, então, as últimas instruções aos seus seguidores mais próximos, os doze homens escolhidos para serem seus discípulos. Ao que parece, os discípulos esperavam que o reino de Cristo seria uma estrutura política terrena, já que haviam disputado entre si sobre qual deles seria o maior. Jesus desvaneceu-lhes este ideal ao falar que em breve seria retirado dentre eles: o Senhor queria que eles colocassem seus olhos no reino espiritual, na promessa da morada celestial e no real conceito que o mundo teria daqueles que O seguissem.

   Neste capítulo 15 do evangelho de João, Jesus faz uso de uma alegoria para retratar o relacionamento entre o Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo) e seus filhos. Ele diz ser a “videira verdadeira”, o Pai, o agricultor e seus filhos são os ramos. Segundo Ele, há uma necessidade vital de estar ligado a ele a fim de que se possa produzir fruto. E essa conexão com ele – os ramos na videira – realiza-se através da permanência no seu amor, que é manifestada na obediência a seus mandamentos.

   Sempre quando reflito sobre a grandeza do amor de Deus me emociono, porque é um amor grande, e que por ser grande, alcança todos os povos e etnias. Este amor também é alto, porque vem desde os céus até a terra; é profundo, porque a mente humana não o pode alcançar, é eterno, porque é vem do próprio Deus. O salmista no Salmo 100.5 diz: “Porque o Senhor é bom, e eterna, a sua misericórdia; e a sua verdade estende-se de geração a geração”. A verdade de Deus está atrelada à sua bondade e ao seu amor.

   Quando o homem pecou no jardim do Éden, o Senhor fez a promessa (Gênesis 3.15) de que levantaria um (Jesus) que esmagaria a cabeça da serpente (satanás). Passaram-se muitas gerações, mas sua promessa se cumpriu. Isaías, o profeta messiânico, previu o cumprimento desta promessa quanto à vinda do Messias setecentos anos antes de acontecer, dizendo: “Por isso, o Senhor mesmo (que prometeu lá no Éden, ao primeiro casal) lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida, e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel” (Isaías 7.14).

   Mais adiante, em Isaías 9.6, está escrito: “Porque um menino nos nasceu, um filho nos nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz”.

   O apóstolo Paulo afirmou em Gálatas 4.4: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei”.

   Estas passagens nos fazem lembrar o maravilhoso amor de Deus, revelado em Cristo Jesus, o qual, infelizmente, tem sido substituído por muitas coisas desta vida.

   O texto bíblico que tomamos como base desta reflexão nos aponta que a bondade infinita e o grande amor de Deus fizeram-lhe mandar Jesus para salvar o seu povo de seus pecados. Ele veio a este mundo e escolheu um povo para si: primeiramente, os discípulos, os apóstolos, a igreja primitiva e chegou até nós. A escolha foi dele (v.15), e não nossa; é lindo o que está escrito em Deuteronômio 7.7-8: “O Senhor não se afeiçoou a vocês nem os escolheu por serem mais numerosos do que os outros povos, pois vocês eram o menor de todos os povos. Mas foi porque o Senhor os amou, e por causa do juramento que fez aos seus antepassados”.

   Que maravilha! Ele prometeu a Abrão (Gênesis 12.2) e esta promessa chegou até nós.

   Por isso, para Ele não há grande nem pequeno, pois não faz acepção de pessoas. Ele quer lhe escolher; não importa sua origem, seu status social, sua idade. Seja você uma pessoa de escolaridade superior ou não, de situação financeira privilegiada ou não, Deus quer lhe alcançar com o seu grande amor.

   É esplêndido o amor de Deus! Você já o experimentou? Se não, pode fazê-lo agora mesmo. Ele também te escolheu, mesmo que para isso teve que provar os açoites, os espinhos, os cravos e a dura cruz. Não rejeite o grande amor de Deus.